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Visita de médico pioneiro ao MHAI, em Ibiporã

Hercule (dir.) na visita ao MHAI (por: Elisye Moreira/ SMCT)

Spoladore está buscando identificar o caminho original que as primeiras caravanas de colonos fizeram de Jataizinho até Londrina, na década de 1920

Publicado em 10/08/2018 Jaime Kaster - SMCT / PM - 08:49

 

O médico Hércule Spoladore, 84 anos, que reside em Londrina desde 1941, está pesquisando os acervos da região com o objetivo de escrever um livro sobre a chegada dos primeiros grupos de colonizadores e a saga dos profissionais de saúde que se estabeleceram no Norte do Paraná a partir da década de 1930.

Acompanhado de sua esposa, ele esteve em visita ao Museu Histórico e de Artes de Ibiporã (MHAI), onde foi recebido pelo coordenador de projetos de recuperação da memória e pesquisador Jaime Kaster, do MHAI e Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

Spoladore está buscando identificar e redesenhar o caminho original que as primeiras caravanas de colonos fizeram de Jathay (atual Jataizinho) até Londrina na década de 1920 - o carreador que deu origem à Estrada dos Pioneiros. Essa estrada tem trechos mantidos até hoje com o mesmo traçado antigo - saindo do Jardim Santa Paula, em Ibiporã, passando pela UTFPR e seguindo pela Avenida dos Pioneiros até o Marco Zero de Londrina (em frente ao Shopping Boulevard, onde teria parado a primeira caravana de colonizadores da CTNP - Companhia de Terras Norte do Paraná). "Porém, da atual área urbana de Ibiporã até a margem do Tibagi, o caminho ainda não é claro", afirmou o médico.

Spoladore já vinha tendo contatos anteriores com Kaster, que desenvolveu pesquisa de Mestrado na UEL sobre o início de Ibiporã a partir da construção da ferrovia São Paulo-Paraná (trabalho que também resultará em um livro a ser lançado em breve). Na visita ao MHAI, foram-lhe apresentados mapas da região de antes da década de 1930 e o mesmo foi levado até o pioneiro de Ibiporã José Bonfim Ledo, que chegou à cidade em 1942 e conhecia a estrada original Jathay-Ibiporã-Londrina, pois morou em um sítio próximo a ela e também às margens da ferrovia. Que o livro a ser produzido traga novas informações e dados interessantes sobre os primórdios da ocupação da nossa região. É o que desejamos.