Histórico

A história da Fundação Cultural de Ibiporã começa juntamente com a iniciativa ousada do poder público municipal em construir um Cine Teatro em 1986, projeto este encabeçado pela então Diretora do Departamento de Cultura, da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Lucinéa Marques.

Com o intuito de valorizar as expressões artísticas, a cultura e o patrimônio cultural, foi criado um órgão cultural democrático. Assim, tomando como modelo a Fundação Cultural de Curitiba, a proposta de criação da Fundação Cultural de Ibiporã pontuava: valorizar tudo aquilo que a população deseja em termos de cultura, reconhecer a trajetória do município e seu Patrimônio Cultural, não apenas a sua preservação, mas a sua aproximação com o povo, a valorização dos artistas locais, possibilitando seu crescimento, aprimoramento no mundo artístico, como também receber manifestações artísticas nacionais e internacionais.

Assim, em 29 de junho de 1987 é assinado pelo então Prefeito Municipal, Daniel Antonio Pelisson, a Lei Municipal nº 855 que cria a Fundação Cultural de Ibiporã, estabelecendo as  políticas públicas municipais: promoção de cursos de aprimorada interpretação, com professores até de nível internacional, mostras de artes locais, permitindo que a população  dos bairros tenham acesso a apresentações artísticas de alta qualidade. Tal política pública não objetivava levar cultura ao bairro, porque se reconhece a existência de uma cultura própria de cada bairro, mas possibilitar a mais ampla liberdade do povo expressar sua cultura, sendo a Fundação Cultural de Ibiporã um agente democrático, estimulador, do potencial artístico e cultural.

Sob a direção do professor José Laurindo Petri, que dá início a uma crescente expansão das atividades culturais no município, dentre as diversas atividades implantadas destacaram-se: o Coral adulto, o Corpo de Baile, a Cia. Gnomos de Teatro, Escola de Ballet, Curso de violão, Curso de Desenho Artístico, o Museu Permanente de Esculturas ao ar livre, que somadas às demais chegaram ao número de 19 (dezenove) atividades permanentes oferecidas à comunidade local.   

Para dar ainda mais impulso às manifestações culturais do município, o poder público inaugura o Cine Teatro Municipal Pe. José Zanelli, com capacidade para 504 pessoas (saiba mais sobre clicando aqui).

Além disso, foram criados e realizados significantes eventos como o Festival de Dança, o Encontro de Corais de Ibiporã, Carnaval de Rua de Ibiporã, entre outros.

Já em 1993, através da administração de Marcos de Alencar Pelisson, são criadas as coordenações de Artes Cênicas, Música, Artes Plásticas, Museu e Patrimônio que, somadas a já existente Coordenação de Dança, implementam uma política de democratização e conscientização da arte para a formação integral do individuo. Renova-se então seu quadro de atividades com o Grupo de Teatro Infantil H2HÓ, Grupo Gorrión – Expressão Corporal, musicalização, e a reestruturação da Banda Municipal Carlos Gomes. Também são criados projetos de extensão a comunidade como Ecos, Fazendo Arte, Oficina de Artes para os bairros, oficinas de sensibilização nas escolas com objetivo de estimular talentos locais e formação de público.