Museu Histórico e de Artes de Ibiporã (MHAI)

 

Um breve histórico baseado em documentos encontrados no acervo

 

Em novembro de 2001 foi sancionada a Lei 1.701/2001 de criação do Museu Histórico, oficializando-o como uma instituição de caráter permanente e vinculado a Secretaria Municipal de Cultura.

 

Itens do Acervo do Museu Histórico e de Artes de Ibiporã (MHAI) -  março/2018:

 

Fotografias históricas e das gestões municipais – 15.000 em papel

Acervo de fotografias digitais - 80.938

Documentos, jornais antigos e escrituras - 1.000 aprox.

Livros de Cultura e História – 513

Objetos e peças de guarda – 522

Fitas VHS e similares - Gravações da FCI desde 1988 - 434

Coleção de Clássicos do Cinema (filmes) - 231

Filmes em DVD e CDs de áudio – 136

 

Total: 97.769 documentos e objetos

 

HISTÓRICO

 

Embora no ano de 1979 tenha acontecido a primeira mostra de fotografias históricas de Ibiporã, organizada pelo vice-prefeito Daniel Pelisson e pela diretora do Departamento de Educação do Município, Maria José Ferreira, realizada em um conjunto de salas cedido pelo Dr. Lúcio Uilli na Rua Dom Pedro II, esquina com a Avenida Paraná, o Museu Histórico e de Artes de Ibiporã (MHAI) começou a ser idealizado no ano de 1985, quando foram promovidos alguns eventos relacionados à busca e divulgação de materiais sobre história do município.

Entre as atividades realizadas pelo museu no ano de 1985, estão uma exposição de fotografias na Praça Pio XII e uma campanha que contou com a orientação dos funcionários do Museu Histórico Padre Carlos Weiss, de Londrina, divulgando notas em diversos veículos de comunicação, solicitando da comunidade doações de materiais como fotografias, documentos, jornais, registros batismais, diplomas, atas, entre outros itens para serem incorporados ao acervo do museu ainda em formação.

Em 1987 foi promovido o 1º Encontro de Pioneiros, reunindo cerca de 150 pessoas, que puderam relembrar os velhos tempos vividos no município, ver e identificar fotografias que haviam sido coletadas anteriormente. No final daquele ano foi realizada outra exposição no mesmo local da primeira. Nessa época, o Museu era subordinado à Divisão de Cultura da Prefeitura Municipal e suas atividades eram coordenadas pela professora Lucinea Rezende e pela Sra. Lídia Consalter.

No ano de 1991, sob a coordenação de José Laurindo Petri, diretor da Fundação Cultural de Ibiporã, e da professora Maria Inês Teotônio, o Museu Histórico e de Artes de Ibiporã realizou outras atividades. Um concurso de redação explorando temas culturais e históricos do município envolveu os estudantes de 5ª a 8ª séries e uma gincana com o objetivo de angariar itens ao acervo foi direcionada aos estudantes do 2º grau. A Fundação Cultural também promoveu o Show das Escolas, reunindo alunos da rede municipal de ensino. Entre as tarefas das escolas, uma era a apresentação de objetos e documentos históricos de Ibiporã. Com isso, vários pertences foram descobertos e doados ao Museu.

            Além das citadas, existem poucos registros de atividades desenvolvidas pelo Museu na década de 1990. Somente no ano 2000 a Fundação Cultural de Ibiporã retomou as atividades de reestruturação do Museu, dirigidas por Josimary Evangelista, transferindo o seu acervo da sala que ocupava na Prefeitura Municipal para um prédio histórico da Avenida Paraná. Este recebeu o nome de “Espaço Célula” e abrigou, além do Museu, alguns cursos da Fundação Cultural. Em novembro de 2001, o então prefeito Reinaldo Gomes Ribeirete sancionou a Lei 1.701/2001, de criação do MHAI, oficializando-o como uma instituição de caráter permanente e vinculado a Secretaria Municipal de Cultura.

Alguns eventos já deram destaque ao Museu, tornando-o conhecido entre a comunidade ibiporaense e criando uma interação com outros museus de municípios da região, entre eles, o Chá dos Avós já promovido por vários anos e o 1º Encontro de Museus do Norte Paranaense, realizado em 18 de maio de 2004, além de bailes, festas populares, participações em desfiles e festivais de poesias.

Em 2005, o Museu passou a ocupar o espaço atual, no prédio construído em 1966 para sediar a Prefeitura Municipal e que já abrigou também a Biblioteca Pública. Foi criado o “Espaço de Memória”, iniciando um novo projeto de recuperação e divulgação da história da cidade idealizado pelo diretor da Fundação Cultural, Júlio Dutra, e coordenado pela professora Maria Lúcia Striquer Bisotto. Este projeto, intitulado “Nossa Gente, Nossa História”, teve a duração de quatro anos e deu maior ênfase ao acervo fotográfico, diferente do que fora realizado nos quatro anos anteriores.

A história de Ibiporã foi didaticamente dividida de forma cronológica por gestões municipais e apresentada em mostras temporárias de fotografias. Além das exposições, uma extensa pesquisa foi desenvolvida e resultou na publicação do livro “Compêndio Histórico de Ibiporã”, volumes I e II, lançado em dezembro de 2008. Além de exposições, o Museu Histórico também serve de espaço para lançamentos de livros de autores ibiporaenses ou de outras localidades como vários que ocorreram desde 2005.

Atualmente, o acervo do Museu é composto de aproximadamente 15 mil fotografias em papel e 20 mil em formato digital. O acervo fotográfico é a maior riqueza do Museu, pois através dele, pode-se ter o conhecimento sobre diversos temas relacionados à memória do município e observar as transformações da cidade desde seu início: a chegada dos pioneiros e colonos, a construção da estação ferroviária e da linha férrea, as primeiras casas de madeira, o desenvolvimento urbano e cultural do município, os costumes, entre outros aspectos.

Além do acervo fotográfico, o MHAI tem a custódia de objetos históricos, como ferramentas, objetos de diferentes décadas, livros, documentos e escrituras, discos, fitas de vídeo, DVDs, jornais, moedas, cédulas, entre outros.

Para o quadriênio 2009-2012, outros projetos foram desenvolvidos, reafirmando os compromissos do museu em recuperar, preservar e informar os cidadãos sobre a história local, como o projeto “Álbuns Urbanos” e o de registro de “causos” com os pioneiros.  No primeiro, foram desenvolvidas exposições sobre determinados temas específicos no “Espaço de Memória”, nas quais foram selecionadas fotografias e dados que foram impressos em painéis de grandes formatos que circulam pela cidade em pontos estratégicos, como escolas, bancos, empresas e prefeitura.

No segundo projeto, foram convidados pioneiros para contarem suas histórias de família e da cidade. Suas narrativas foram gravadas com recursos audiovisuais e posteriormente compiladas em DVD-books, lançados na tela do cinema do Cine Teatro Padre Zanelli. Trata-se do projeto "Contos e Causos - História Viva de Ibiporã", iniciado em 2011, que teve oito DVD-books (livros de 104 páginas, com documentários de 50 minutos em média cada um) produzidos até 2016.

O Museu conta com a colaboração dos pioneiros para a doação e empréstimo de materiais, bem como a identificação de fotografias que já estão no acervo, além da contribuição para a narrativa de histórias que ajudam a reconstruir a memória da cidade não encontrada em livros e documentos. Há a espera da apreciação do público que pode ter o acesso gratuito ao acervo e aos eventos e a necessidade de incentivo dos professores e alunos das instituições de ensino do município, que podem agendar visitas e receber orientações sobre alguns temas. As visitas precisam ser pré-agendadas, para que algum funcionário possa ser deslocado para o atendimento, já que o espaço tem apenas funcionamento interno.

A busca pela aproximação com a comunidade é constante, de forma inclusiva e sem distinção entre classe social, escolaridade ou religião. Através das atividades realizadas, tenta-se atingir de crianças a idosos, proporcionando um espaço de conhecimento histórico, educação, cultura e lazer.

            Se você tem em sua casa algum material de importante valor histórico sobre Ibiporã, ajude a preservar a memória de sua cidade fazendo a doação ou empréstimo.

 

Museu Histórico e de Artes de Ibiporã (MHAI) Av. Dom Pedro II, 368 - Fones: 3178-0215/ 3178-0216